Doença respiratória já responde por 70% das mortes de idosos em Goiás e acende alerta na saúde
Estado registra mais de 2,7 mil casos de SRAG; idosos concentram maioria dos óbitos
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) já é responsável por 70% das mortes de idosos em Goiás, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). O avanço das doenças respiratórias tem preocupado autoridades e pressionado o sistema de saúde em todo o estado.
Atualmente, Goiás contabiliza 2.713 casos confirmados da síndrome, com 121 mortes registradas. Desse total, 85 óbitos foram de pessoas com mais de 60 anos, evidenciando o impacto mais severo da doença nessa faixa etária.
O que está acontecendo
O cenário aponta para uma alta circulação de vírus respiratórios no estado, atingindo principalmente grupos considerados mais vulneráveis.
Enquanto as crianças concentram a maior parte das internações — com cerca de 66% dos casos —, os idosos apresentam maior risco de evolução para quadros graves e morte.
Por que os idosos são mais afetados
De acordo com a SES-GO, a maior letalidade entre idosos está associada a fatores como:
- presença de comorbidades
- fragilidade do sistema imunológico
- maior dificuldade de recuperação em casos graves
Esses fatores aumentam significativamente o risco de agravamento da doença e de complicações clínicas.
Crianças também preocupam
Apesar de os idosos liderarem em número de mortes, as crianças aparecem como o grupo com maior número de casos registrados.
Dos mais de 2,7 mil casos no estado, cerca de 1.799 foram identificados em crianças menores de 9 anos, o que reforça o alerta para a circulação ativa de vírus respiratórios.
Vacinação e medidas de prevenção
Diante do cenário, a Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação, principalmente entre os grupos prioritários:
- idosos
- crianças
- gestantes
Goiás já recebeu mais de 935 mil doses da vacina contra a influenza, distribuídas aos municípios para ampliar a cobertura vacinal.
A recomendação é intensificar a imunização e facilitar o acesso da população, especialmente para quem tem dificuldade de chegar às unidades de saúde.
Situação em monitoramento
A evolução dos casos tem sido acompanhada pelas autoridades de saúde, que destacam a necessidade de ações integradas entre vigilância, atendimento médico e campanhas de imunização.
O cenário atual reforça a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e da ampliação da cobertura vacinal, principalmente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios no estado.