PF identifica indícios de desvio de R$ 38 milhões em contratos de OSs da saúde em Goiás

Investigações apontam possíveis irregularidades em contratos durante a pandemia de Covid-19

A Polícia Federal identificou indícios de desvio de aproximadamente R$ 38 milhões em contratos firmados por organizações sociais (OSs) responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Goiás. As irregularidades estariam relacionadas a contratos executados durante o período da pandemia de Covid-19.

As apurações fazem parte de operações conduzidas em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investigam possíveis práticas como superfaturamento de serviços, direcionamento de licitações e uso indevido de recursos públicos.

Segundo as investigações, o esquema teria utilizado mecanismos como a chamada “quarteirização” e “quinteirização” de contratos, nos quais serviços são repassados em cadeia entre empresas, o que pode facilitar o aumento artificial de custos e o desvio de verbas.

As suspeitas envolvem organizações sociais que administraram unidades de saúde no estado, incluindo estruturas utilizadas durante a pandemia. Há indícios de que contratos teriam sido firmados com empresas com valores acima do mercado, beneficiando grupos específicos.

Durante as operações, foram cumpridos dezenas de mandados de busca e apreensão em Goiás e em outros estados, além de prisões de empresários suspeitos de participação no esquema.

Os investigados podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em processos licitatórios.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que colabora com as investigações e destacou que tem adotado medidas de controle e compliance para evitar irregularidades na gestão de recursos públicos.

As investigações seguem em andamento e podem ter novos desdobramentos a partir da análise de documentos e materiais apreendidos durante as ações.