Daniel Vilela lidera disputa pelo governo de Goiás, mas cenário ainda aponta forte polarização com Marconi Perillo

Pesquisa indica vantagem do vice-governador em todos os cenários, enquanto oposição tenta reagir e indecisos seguem relevantes

O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), aparece na liderança da disputa pelo governo estadual nas eleições de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (18) pelo instituto Real Time Big Data. O levantamento mostra vantagem consistente de Vilela em diferentes cenários, mas também evidencia um cenário ainda competitivo, com presença significativa de indecisos e fragmentação entre adversários.

No primeiro cenário testado, Vilela registra 34% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 24%. A deputada federal Adriana Accorsi (PT) e o senador Wilder Morais (PL) aparecem empatados com 12%, enquanto outros nomes têm desempenho residual.

Nos demais cenários, Vilela mantém a dianteira, chegando a 36% das intenções de voto, enquanto Perillo oscila entre 24% e 26%. Wilder Morais aparece com cerca de 13%, consolidando-se como um terceiro nome competitivo, embora ainda distante dos dois principais concorrentes.

Apesar da liderança, os números indicam que a eleição está longe de definida. A soma de votos nulos, brancos e indecisos gira entre 17% e 18%, o que pode alterar significativamente o cenário conforme a campanha avance.

A liderança de Daniel Vilela reflete, em grande parte, o peso da atual estrutura de governo e sua ligação direta com a gestão estadual. Aliado do governador Ronaldo Caiado, Vilela representa a continuidade de um grupo político que hoje domina o cenário goiano.

Por outro lado, Marconi Perillo tenta se reposicionar como alternativa, apostando em sua experiência como ex-governador e na memória política de sua gestão. A disputa entre os dois sinaliza uma possível polarização entre continuidade administrativa e tentativa de retomada de protagonismo.

A presença de múltiplos candidatos, especialmente no campo da oposição, contribui para diluir votos e favorece quem já lidera. Nomes como Adriana Accorsi e Wilder Morais ainda buscam consolidar suas candidaturas e ampliar alcance eleitoral.

Esse cenário fragmentado pode beneficiar Vilela, principalmente se não houver união de forças adversárias ao longo da campanha.

Outro ponto relevante é o volume de eleitores indecisos ou que optam por votos brancos e nulos. Esse grupo pode ser decisivo na reta final, especialmente em uma eleição que ainda não entrou oficialmente no período mais intenso de campanha.

Historicamente, esse eleitor tende a ser influenciado por debates, alianças e acontecimentos políticos mais próximos da eleição, o que mantém o cenário aberto.

Embora Daniel Vilela apareça à frente em todos os cenários, a corrida pelo governo de Goiás ainda está em fase inicial e sujeita a mudanças. A força da máquina pública, a reorganização da oposição e o comportamento dos indecisos serão fatores determinantes para o resultado final.

Por enquanto, o levantamento indica um favoritismo claro, mas não definitivo — em uma eleição que promete ser marcada por estratégia, alianças e disputa de narrativas.

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