Pedágio eletrônico gera emprego mais qualificado, seguro e valorizado
A implantação do pedágio eletrônico na BR-060 e na BR-452, o primeiro sistema deste tipo em Goiás, vai modernizar a experiência dos motoristas, que ganharão mais fluidez na rodovia, e também representará uma transformação importante no perfil dos empregos gerados pela concessão. Ao contrário do que muitos imaginam, a tecnologia não reduz o número de trabalhadores nas rodovias, mas os direciona para funções mais seguras, qualificadas e valorizadas.
O pedágio eletrônico substitui guichês ao longo das rodovias por um ambiente corporativo: o Centro de Controle e Arrecadação (CCA), que é o coração da operação do sistema. O CCA da Rota Verde Goiás já está em funcionamento na sede da concessionária, em Goiânia. É ali que se concentram atividades que, no modelo tradicional, ficariam pulverizadas em diversas praças físicas ao longo das rodovias.
Hoje, cerca de 40 profissionais atuam no CCA, número superior ao contingente que muitas concessões tradicionais mantêm para atendimento e operação em praças de pedágio. “O pedágio eletrônico não elimina empregos, ele transforma o tipo de emprego. Saímos de uma operação baseada em guichês físicos, com exposição direta ao tráfego, risco de acidentes e situações de vulnerabilidade, para uma operação centralizada, tecnológica e contínua, que exige pessoas qualificadas, treinadas e com visão analítica”, afirma Anderson Francisco Velozo, coordenador do CCA da Rota Verde Goiás.
No CCA, os colaboradores atuam em sala climatizada, com estrutura ergonômica adequada e equipamentos apropriados. Não há exposição a veículos em movimento, freadas bruscas, colisões ou atropelamentos. Também deixam de enfrentar longos períodos em pé, além de sol, chuva, poeira, ruído intenso e situações de assédio ou desrespeito. “Estamos substituindo atividades de alto risco por funções mais seguras, qualificadas e com maior valor agregado para o trabalhador”, reforça Anderson.
Entre as atribuições dos profissionais do CCA estão o monitoramento em tempo real da passagem de veículos nos pórticos, a validação de leituras de placas e tags, o tratamento de exceções e inconsistências, o apoio ao atendimento ao usuário, a garantia da conformidade fiscal e regulatória da arrecadação, além do acompanhamento de indicadores operacionais e da qualidade do sistema. Trata-se de uma operação que exige domínio tecnológico, capacidade analítica e tomada de decisão contínua.
Avanço estrutural
Para Rafael Silveira, gestor de Contrato da Rota Verde Goiás, o avanço é estrutural. “O pedágio eletrônico não reduz pessoas. Ele reduz riscos. Ao mesmo tempo em que traz eficiência operacional e mais fluidez ao tráfego, também gera oportunidades de trabalho mais qualificadas e seguras. É um modelo moderno, alinhado às melhores práticas e que coloca Goiás na vanguarda da gestão rodoviária”, destaca.
Responsável por 426 quilômetros entre Goiânia e Rio Verde, via Itumbiara, a Rota Verde Goiás atua com foco total no usuário. Desde que assumiu a concessão, em abril do ano passado, a empresa executou um pacote de serviços emergenciais, implantou atendimento 24 horas, passou a oferecer guincho, socorro mecânico, inspeção rodoviária, entre outros serviços, desde outubro. Também garantiu conectividade 4G ao longo do trecho e segue com obras de manutenção, conservação e ampliações que impactarão positivamente o tráfego e aumentarão a competitividade do agronegócio brasileiro.
Com a implantação do pedágio eletrônico, a Rota Verde Goiás reafirma seu compromisso com a segurança viária, a inovação e a valorização das pessoas – tanto dos usuários que trafegam diariamente pelas rodovias quanto dos profissionais que fazem a operação acontecer nos bastidores, em um ambiente mais protegido, tecnológico e preparado para o futuro.
Sobre a Rota Verde Goiás
A Rota Verde Goiás assume 426,2 quilômetros de malha rodoviária em um trajeto essencial ao escoamento do agronegócio, principalmente soja e milho, e da indústria. O trecho rodoviário também é o caminho do transporte de produtos de multinacionais e de grandes eventos.
Firmado entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária, o contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 7 bilhões e tem um modelo de gestão inovador que visa oferecer mais segurança, conforto e eficiência para os usuários. Os benefícios econômicos incluem ainda a geração estimada de 58.389 empregos diretos e indiretos.