Cenoura tem variação de até 409% em Goiânia; Procon alerta para diferença nos preços de frutas, legumes e verduras

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Procon Goiânia revelou variações de até 409% nos preços de hortifrutigranjeiros vendidos na capital. O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 7 de julho em nove estabelecimentos comerciais e analisou 20 produtos entre frutas, legumes e verduras.

A maior disparidade de preços foi identificada na cenoura, que foi encontrada com valores entre R$ 0,98 e R$ 4,99 o quilo, o que representa uma variação de 409,18%. Outros produtos também apresentaram oscilações expressivas, como a cebola (R$ 1,97 a R$ 6,99), a batata inglesa (R$ 2,89 a R$ 8,99) e o jiló (R$ 5,98 a R$ 15,95).

De acordo com o Procon, a economia potencial para o consumidor ao escolher os produtos mais baratos entre as verduras pode chegar a R$ 28,12.

🍋 Frutas também apresentam grandes variações

Entre as frutas, a laranja teve a maior variação, com preços entre R$ 2,59 e R$ 7,99 o quilo (208,49%). Em seguida aparecem a banana nanica (169,88%), o mamão (167,22%), o abacaxi (140,76%) e o limão (101,01%).

A escolha pelos itens mais econômicos desse grupo pode gerar uma economia de até R$ 24,82, segundo o órgão de defesa do consumidor.

📉 Menores oscilações também garantem economia

Mesmo os produtos com menor variação de preços, como quiabo, tomate saladete e mandioca, registraram diferenças relevantes, entre 60% e 83%. O consumidor que optar pelas versões mais acessíveis desses itens pode economizar até R$ 15,18.

Entre as frutas com menor disparidade de preços estão a banana prata, o abacate e a manga, com variações entre 63% e 69%, o que também representa uma economia possível de R$ 12,70 ao priorizar os estabelecimentos mais baratos.

⚠️ Procon orienta consumidores sobre pesquisa de preços e qualidade

O Procon alerta que os preços podem variar entre unidades da mesma rede, especialmente no caso de produtos perecíveis, que dependem de fatores como sazonalidade, conservação e qualidade física. A disponibilidade dos itens também variou entre os estabelecimentos visitados.

O órgão reforça que os consumidores devem sempre verificar informações na rotulagem, condições de armazenamento e validade dos produtos, além de denunciar irregularidades como preços abusivos ou produtos vencidos.

“A pesquisa prévia e a escolha consciente são fundamentais para garantir não apenas economia, mas também qualidade e segurança alimentar”, destaca o Procon, com base no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990).

Confira o relatório completo aqui.