Nvidia aposta na nova era da IA e robótica com chips de última geração
O fundador da Nvidia, Jensen Huang, abriu a conferência GTC 2025, apelidada de “Super Bowl da IA”, com previsões ousadas sobre o futuro da inteligência artificial. Durante sua palestra, Huang destacou que a IA está passando por “um ponto de inflexão”, evoluindo rapidamente para a IA agêntica, com capacidade de raciocínio, e para a IA física, que impulsionará avanços na robótica.
Entre os anúncios mais esperados, a Nvidia revelou detalhes sobre suas novas arquiteturas gráficas de próxima geração: Blackwell Ultra e Vera Rubin, que devem chegar ao mercado entre 2025 e 2027. O executivo também projetou um crescimento expressivo da empresa, estimando que a receita da infraestrutura de data centers da Nvidia atinja US$ 1 trilhão até 2028.
A evolução da IA: do aprendizado generativo à IA física
Segundo Huang, a IA passou por três grandes fases nos últimos 10 anos:
1️⃣ Percepção e visão computacional
2️⃣ Inteligência artificial generativa
3️⃣ Inteligência artificial agêntica, capaz de entender e responder a comandos complexos
Agora, ele prevê que a robótica será a próxima grande revolução, impulsionada pela IA física, que compreende conceitos como atrito, inércia, causa e efeito e permanência de objetos.
O grande avanço para essa nova era será o uso de dados sintéticos para treinamento de modelos. Huang destacou que, para a IA aprender rapidamente, o treinamento com humanos se torna inviável devido à limitação de dados e tempo. A solução? Aprendizado por reforço em ambientes simulados, uma técnica que permite que robôs se aperfeiçoem por meio de tentativas e erros.
Nvidia aposta na robótica e lança modelo de código aberto
Para fortalecer essa nova era da IA, a Nvidia anunciou o Isaac GR00T N1, um modelo de código aberto projetado para desenvolvimento de robôs humanoides. Esse modelo será pareado com a série Cosmos AI, permitindo que robôs aprendam em ambientes simulados sem a necessidade de testes no mundo real.
Especialistas, como o professor Benjamin Lee, da Universidade da Pensilvânia, consideram essa abordagem um divisor de águas:
“O treinamento de robôs no mundo real é caro e demorado. Ambientes simulados sempre foram a base para aprendizado por reforço, mas a Nvidia está democratizando esse acesso.”
A série Cosmos AI foi apresentada pela primeira vez na CES 2025 e é capaz de gerar vídeos fotorrealistas de baixo custo para treinar robôs e sistemas automatizados, reduzindo a necessidade de coleta de dados físicos.
Nvidia se une à GM para aprimorar carros autônomos
Entre os anúncios estratégicos, a General Motors (GM) revelou que integrará a tecnologia da Nvidia em sua nova frota de carros autônomos. As empresas desenvolverão sistemas personalizados de IA usando Omniverse e Cosmos para treinar modelos avançados de fabricação automotiva.
Além disso, a Nvidia lançou o sistema Halos, um software de segurança baseado em IA para aprimorar a direção autônoma. Huang destacou que a Nvidia é “a primeira empresa no mundo a ter cada linha de código de segurança avaliada”, demonstrando o compromisso da marca com confiabilidade e precisão em seus sistemas.
Parceria com Google DeepMind e Disney Research impulsiona simulação de robôs
Para avançar no desenvolvimento da IA física, Huang também revelou um mecanismo de física de código aberto, chamado Newton, desenvolvido em parceria com Google DeepMind e Disney Research. Essa tecnologia será fundamental para aprimorar a simulação de robôs e acelerar sua adaptação ao mundo real.
Durante a apresentação, Huang recebeu no palco um pequeno robô chamado Blue, que seguia comandos e respondia a interações humanas, simbolizando o futuro da robótica generalista.
🔹 “A era da robótica generalista chegou”, declarou Huang, encerrando a palestra com entusiasmo.
Conclusão: Nvidia lidera a revolução da IA e da robótica
O GTC 2025 deixou claro que a Nvidia segue como protagonista da revolução da inteligência artificial e da robótica. Com chips de última geração, modelos de IA abertos para pesquisa e parcerias estratégicas, a empresa prepara o terreno para um futuro em que a IA estará cada vez mais integrada à nossa realidade, seja em assistentes virtuais, carros autônomos ou robôs humanoides altamente inteligentes.